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O LÚPUS ERITEMATOSO

lupus 

hand.gif (168 bytes) O que é o Lúpus ?

hand.gif (168 bytes) O Lúpus não é contagioso, aparecendo sob uma de duas formas :
  1. - Na pele: 
    • LÚPUS ERITEMATOSO DISCOIDE (LED) 
  2. - nos orgãos internos: 
    • LÚPUS ERITEMATOSO SISTÉMICO (LES) 

    • NOTA - por vezes denominado-LÚPUS ERITEMATOSO DISSEMINADO (LED) 

hand.gif (168 bytes) O que causa o Lúpus Eritematoso ? 
A causa do Lúpus é desconhecida. 

Algumas teorias admitem que uma combinação de influências (tais como certos medicamentos, infecções e excesso de exposição ao sol) podem ser factores determinantes no aparecimento da doença. Verificou-se que, nas familias de doentes com Lúpus, há uma frequência maior do que é normal de Artrite Reumatoide. 

Muitos dos familiares têm anticorpos no sangue, embora possam não ter qualquer sintoma da doença. Outras teorias focam um tipo especial de reacção alérgica. Um doente desenvolve anticorpos contra os seus próprios tecidos, como se fosse alérgico a si próprio. 

Contudo a questão básica continua por responder: O que é que provoca que um doente produza estes anticorpos contra os seus próprios tecidos? 

Determinar a causa desta doenca será passo importante na prevenção e cura da mesma. 

Em menos de 10% de doentes com LES, a doença pode ter sido causada por um medicamento. É essencial que o seu médico saiba todos os medicamentos que está a tomar, incluindo vitaminas, remédios para as dores de cabeça, etc.... 


hand.gif (168 bytes) Sintoma e curso do Lúpus Eritematoso 
Os sintomas são variados e não há dois doentes que tenham os mesmos. Qualquer parte do organismo pode ser atingido e, assim, os sintomas podem ser vários e várias as combinações: febre, aumento de fadiga, queda do cabelo, úlceras orais, precordialgia persistente, rush cutâneo, dispneia, dores abdominais cefaleias persistentes ou recorrentes, paralisias, convulsões e alucinações. As dores articulares no LES não deixam sequelas como na Artrite Reumatoide. 

Durante os períodos em que os sintomas da doença não se manifestam, diz-se que os doentes estão em "remissão". Por isso, os médicos usam o termo "remissão" ou "compensado" (de preferência a "cura") ao falar desses períodos em que os doentes estão livres de sintomas. Mas, tanto os médicos, como os doentes, devem permanecer atentos a uma recorrência dos sintomas, o que pode ser causado por alguns factores tais como um aumento do stress, infecções respiratórias, excesso de exercício físico, etc... 

Geralmente, são necessários medicamentos para tratar uma crise, embora algumas possam ter uma remissão expontânea. 

Muitas vezes o prenúncio de uma crise pode ser afectada e esta tratada, antes do doente ter uma crise intensa. 

O doente com LES pode ter períodos críticos, com queixas intensas, alternados com períodos leves e sem sintomas, a que se chama "Remissão". As crises vão e vêm tão imprevisivelmente, que não há dois casos iguais. Mesmo antes da descoberta da cortisona cerca de 40% dos doentes conseguiam remissão tomando apenas aspirina e fazendo repouso. 

Algumas causas desencadeadoras de crise são a exposição excessiva ao sol, acidentes, trabalho em demasia, paragem da medicação com que o doente tem estado a controlar a doença, hábitos irregulares de vida e causas emocionais. Nunca nos podemos esquecer que a paragem súbita de medicamentacão, particularmente de doses grandes de derivados de cortisona, podem levar a uma crise da doença por vezes fatal.


hand.gif (168 bytes) Diagnóstico do Lúpus Eritematoso 
No Lúpus Discóide a irritação da pele é tão típica, que um médico experimentado pode fazer o diagnóstico pela história e o aspecto do rush cutâneo facial. Em caso de dúvida, faz-se uma biópsia da pele. É essencial que cada doente com Lúpus Discoide tenha um exame físico completo, incluindo testes laboratoriais, para verificar a possibilidade de um LES. 

O diagnóstico do LES por vezes é difícil. Implica meses de observação e vários exames laboratoriais. Devido aos diferentes sintomas, muitos doentes pensam ter outra doença, antes de ser feito o diagnóstico correcto. Frequentemente o Les começa como doença reumática mais comum - a Artrite Reumatoide - com tumefacção de algumas ou muitas articulações de mãos, pés, joelhos, ou punhos. Se houver lesões tipicas da pele, tornar-se-á mais fácil o diagnóstico. Outros sintomas como fadiga, pleurisia ou doença renal, são mais típicos do LES. Para além de uma história clínica completa e do exame físico, são necessários outros exames. É de rotina uma análise e de urina, muitas vezes um teste de funcionamento do rim usando toda a urina de 24 horas, uma radiografia aos pulmões e um ecocardiograma. 

Para confirmar o diagnóstico, os testes específicos dos exames de sangue para o LES são a determinação dos anticorpos anti-nucleares (ANA) e do complemento sérico (uma proteína que está diminuida durante as fases activas das doenças auto-imunes). Há outras análises de investigação que também se devem fazer. 

Em 10% dos doentes, estes testes podem não revelar alterações, apesar de outras evidências conclusivas do LES. Os testes de rotina são repetidos a intervalos regulares. Assim, sabe-se se o doente está em remissão ou se está a entrar em crise. Se os resultados sugerirem uma alteração, um tratamento precoce pode evitar uma crise intensa. Nem todos os doentes com LES activo têm, ao princípio, testes de células LE positivos. Contudo, se o teste fôr repetido durante um período de vários meses, tornar-se-á positivo na maior parte dos doentes. Em 10% de doentes com Artrite Reumatoide aparecem células LE mas sem outros sinais de LES. Nove em dez doentes de LES têm testes positivos ANA durante as fazes activas da doença. Nenhum teste isolado, quer seja positivo ou negativo, é diagnóstico. 

A investigação médica tem progredido nestas últimas décadas e, por isso tenho esperança que, num futuro próximo, esta seja mais uma doença de que se conheça a cura.


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